{"id":642,"date":"2025-06-09T17:52:44","date_gmt":"2025-06-09T20:52:44","guid":{"rendered":"https:\/\/mensagensperdidas.com\/?page_id=642"},"modified":"2026-04-19T21:43:41","modified_gmt":"2026-04-20T00:43:41","slug":"10-o-medo-do-desconhecido","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/mensagensperdidas.com\/index.php\/10-o-medo-do-desconhecido\/","title":{"rendered":"10 &#8211; O Medo do Desconhecido"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Conhecimento \u00e9 o terror que a Ignor\u00e2ncia oculta em suas densas e escuras \u00e1guas. Isso, ao menos, para aqueles que t\u00eam medo de conhecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">De fato, o Conhecimento pode estremecer as bases de nossas cren\u00e7as mais fundamentais, nos levando a perder, um pouco, a nossa percep\u00e7\u00e3o de Eu. Crescemos no meio de nossas fam\u00edlias e aprendemos costumes e ideias em nossos grupos sociais, e isso, ao que parece, nos d\u00e1 uma ideia de quem n\u00f3s somos; nos d\u00e1 uma consci\u00eancia de pertencimento. Essa no\u00e7\u00e3o de, supostamente, saber quem se \u00e9, d\u00e1 um solo firme e seguro para o sujeito fincar seus p\u00e9s; \u00e9 um ambiente control\u00e1vel e previs\u00edvel. No entanto, ao descobrir que o mundo pode n\u00e3o funcionar do jeito em que se aprendeu a crer, o ch\u00e3o se torna inst\u00e1vel, o cora\u00e7\u00e3o se enche de d\u00favidas e o medo pode tomar conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Todos querem mandar no mundo, como diria a m\u00fasica do <em>Tears for Fears <\/em>(<em>Everybody Wants to Rule the World<\/em>), todos querem estar certos, todos querem ser os senhores da raz\u00e3o. O mundo l\u00e1 fora pode ser perigoso, e as correntes de seus mares podem arrastar o sujeito, t\u00e3o acostumado com uma forma de pensar, para lugares muito heterodoxos, ou mesmo profanos. O medo de imaginar que ideias e entendimentos h\u00e1 muito estabelecidos podem ruir da noite para o dia, causa ang\u00fastia e repulsa por aquilo que \u00e9 desconhecido. Ent\u00e3o o pavor dos angustiados formar\u00e1 grupos que refor\u00e7ar\u00e3o suas cren\u00e7as, buscando, de algum modo, uma esp\u00e9cie de pureza fundamental sobre o funcionamento da vida. Esse tipo de fundamentalismo enxergar\u00e1 qualquer outro tipo de cren\u00e7a como erro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em um mundo onde &#8220;todos est\u00e3o sempre certos&#8221; h\u00e1 divis\u00e3o e, possivelmente, falta de respeito pelo que \u00e9 diferente. Pensar e repensar o nosso modo de cren\u00e7a \u00e9 cansativo e gasta energia, al\u00e9m de n\u00e3o ser instintivo. \u00c9 mais f\u00e1cil repelir o conhecimento daquilo que possui evid\u00eancia, entregando-se a uma total nega\u00e7\u00e3o deste do que procurar entend\u00ea-lo. Mais f\u00e1cil ainda \u00e9 deixar com que pessoas mais engajadas pensem por todos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em uma realidade onde cren\u00e7as bem estabelecidas se tornam inst\u00e1veis, \u00e9 prov\u00e1vel que sempre apare\u00e7am aqueles sujeitos mais empenhados em defend\u00ea-las das amea\u00e7as das novas descobertas, dos novos conhecimentos. Bradam contra tudo aquilo que vai contra sua vis\u00e3o de mundo, mesmo que haja evid\u00eancia de que sua cren\u00e7a n\u00e3o se sustenta. Pode ser que uma dessas pessoas, t\u00e3o comprometidas com &#8220;suas verdades&#8221;, seja grosseiramente carism\u00e1tica, possuindo o conhecimento dos anseios de sua gente e daqueles que considerar\u00edamos simples. A massa, aturdida e amedrontada com o tempo presente, t\u00e3o cheio de novos pensamentos e cren\u00e7as conflitantes, pode n\u00e3o saber bem para onde ir. Possivelmente ignorar\u00e1 as evid\u00eancias do mundo real e se lan\u00e7ar\u00e1 nos bra\u00e7os do l\u00edder forte, que a proteger\u00e1 de toda &#8220;d\u00favida malvada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Franz Neumann (2017, p. 121-122) ir\u00e1 chamar essa identifica\u00e7\u00e3o afetiva das massas com o l\u00edder, de identifica\u00e7\u00e3o cesar\u00edstica. Segundo o autor, tal identifica\u00e7\u00e3o possui <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>um papel na hist\u00f3ria quando as massas est\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o objetiva de perigo, quando as massas s\u00e3o incapazes de entender o processo hist\u00f3rico, e quando a ang\u00fastia ativada pelo perigo se torna ang\u00fastia de persegui\u00e7\u00e3o neur\u00f3tica (agressiva) atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u00c9 curioso pensar que em uma realidade onde o medo do desconhecido e do diferente impera, um certo tipo de pessoa apare\u00e7a com certa frequ\u00eancia. Hannah Arendt chamar\u00e1 de ral\u00e9 aquela gente &#8220;no qual s\u00e3o representados res\u00edduos de todas as classes&#8221; \u2014 uma esp\u00e9cie de restolho dos ricos, da classe m\u00e9dia e dos pobres \u2014, que bradam &#8220;sempre pelo &#8216;homem forte&#8217;, pelo &#8216;grande l\u00edder&#8221; (Arendt, 2012, p. 159). Essa ral\u00e9, segundo a autora, \u00e9 um grupo exclu\u00eddo da sociedade e da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e, por causa disso, buscam a\u00e7\u00f5es extraparlamentares, al\u00e9m de sentirem uma &#8220;inclina\u00e7\u00e3o de procurar as verdadeiras for\u00e7as da vida pol\u00edtica naqueles movimentos e influ\u00eancias que os olhos n\u00e3o veem e que atuam por tr\u00e1s das cortinas&#8221; (Arendt, 2012, p. 161). Nesse caso, ao que parece, a ral\u00e9 tem um pensamento conspirat\u00f3rio que pode lev\u00e1-la a ter uma &#8220;autopercep\u00e7\u00e3o de v\u00edtima e de her\u00f3i simultaneamente&#8221; (Lewandowsky; Cook, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Pode ser que a ral\u00e9, no sentido arendtiano, auxilie as massas na identifica\u00e7\u00e3o com o l\u00edder cesar\u00edstico. Al\u00e9m disso, \u00e9 bem poss\u00edvel que, tanto a ral\u00e9, quanto seus l\u00edderes, compartilhem cren\u00e7as, sendo, eles mesmos, v\u00edtimas de suas tolices. Por\u00e9m, o fato de serem v\u00edtimas de suas pr\u00f3prias cren\u00e7as n\u00e3o os eximem das culpas de suas crueldades e autoritarismos; cada pessoa \u00e9 respons\u00e1vel pelo que faz. No entanto, por acreditarem em suas ilus\u00f5es irrefletidas, o discurso da ral\u00e9 ganha for\u00e7a no meio dos incautos. Por, de fato, se verem como &#8220;her\u00f3is perseguidos&#8221;, os l\u00edderes da ral\u00e9 se tornam em seres apaixonantes e desejados. O \u00e1pice do L\u00edder \u00e9 quando ele mesmo se personifica como a imagem de determinado movimento, se tornando inquestion\u00e1vel. Arendt (2012, p 511) afirma que <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>a suprema tarefa do L\u00edder \u00e9 personificar a dupla fun\u00e7\u00e3o que caracteriza cada camada do movimento \u2014 agir como defesa m\u00e1gica do movimento contra o mundo exterior e, ao mesmo tempo, ser a ponte direta atrav\u00e9s da qual o movimento se liga a esse mundo. O L\u00edder representa o movimento de um modo totalmente diferente de todos os l\u00edderes de partidos comuns, j\u00e1 que proclama a sua responsabilidade pessoal por todos os atos, proezas e crimes cometidos por qualquer membro ou funcion\u00e1rio em sua qualidade oficial. Essa responsabilidade total \u00e9 o aspecto organizacional mais importante do chamado princ\u00edpio de lideran\u00e7a, segundo o qual cada funcion\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 apenas designado pelo L\u00edder, mas \u00e9 a sua pr\u00f3pria encarna\u00e7\u00e3o viva, e toda ordem emana supostamente dessa \u00fanica fonte onipresente. Essa completa identifica\u00e7\u00e3o do L\u00edder com todo subl\u00edder nomeado por ele e esse monop\u00f3lio de responsabilidade centralizado por tudo o que foi, est\u00e1 sendo ou vir\u00e1 a ser feito s\u00e3o tamb\u00e9m os sinais mais vis\u00edveis da grande diferen\u00e7a entre o l\u00edder totalit\u00e1rio e o ditador ou d\u00e9spota comum. Um tirano jamais se identificaria com os seus subordinados, e muito menos com cada um dos seus atos; poderia us\u00e1-los como bodes expiat\u00f3rios, deixando, com prazer, que fossem criticados para colocar-se a salvo da ira do povo, mas sempre manteria uma dist\u00e2ncia absoluta de todos os seus subordinados e s\u00faditos. O L\u00edder, ao contr\u00e1rio, n\u00e3o pode tolerar cr\u00edticas aos seus subordinados, uma vez que todos agem em seu nome; se deseja corrigir os pr\u00f3prios erros, tem que liquidar aqueles que os cometerem por ele; se deseja inculpar a outros por esses erros, tem de mat\u00e1-los. Pois, nessa estrutura organizacional, o erro s\u00f3 pode ser uma fraude: o L\u00edder estava sendo representado por um impostor.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Parece \u00f3bvio que o L\u00edder, para proteger sua imagem ilibada de coragem e for\u00e7a, de modo a manter forte o seu movimento contra outras cren\u00e7as e, principalmente, contra aquilo que \u00e9, de fato, real, se utilizar\u00e1 de estrat\u00e9gias desinformativas, ou para atacar opositores, ridicularizando-os e manchando suas reputa\u00e7\u00f5es, ou para ocultar e dissimular poss\u00edveis falhas de car\u00e1ter e inconsist\u00eancias em seus discursos. Tudo isso \u00e9 potencializado pelo uso das m\u00eddias sociais, que repetir\u00e3o, \u00e0 exaust\u00e3o, quer seja por meio de memes, ou mesmo por produ\u00e7\u00f5es audiovisuais bem-feitas, tais informa\u00e7\u00f5es. Daniel Kahneman afirma que a repeti\u00e7\u00e3o frequente \u00e9 uma forma confi\u00e1vel de fazer as pessoas acreditarem em falsidades, e que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio repetir &#8220;a afirma\u00e7\u00e3o inteira de um fato ou ideia para lhe dar uma apar\u00eancia de verdade&#8221; (Kahneman, 2012). Basta temperar a mentira com toques de verdades factuais, retirando algumas coisas de contexto. Kahneman (2012), em outra parte, diz:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>[&#8230;] prestamos mais aten\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado das mensagens do que \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre sua confiabilidade, e como resultado terminamos com uma vis\u00e3o do mundo em torno de n\u00f3s que \u00e9 mais simples e mais coerente do que os dados justificam. Pular para conclus\u00f5es precipitadas \u00e9 um esporte mais seguro no mundo de nossa imagina\u00e7\u00e3o do que \u00e9 na realidade.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em um contexto de hiperinforma\u00e7\u00e3o, onde as m\u00eddias sociais s\u00e3o estruturadas para prender a aten\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio a todo custo, torna-se dif\u00edcil refletir e pensar criticamente sobre o mundo ao redor e sobre suas nuances. A distra\u00e7\u00e3o \u00e9 incentivada e vendida a todo momento, e todo conte\u00fado apresentado \u00e9 esvaziado de profundidade, preenchido com opini\u00f5es rasas, pouco embasadas. O sensacional irrefletido torna-se regra, e qualquer reflex\u00e3o sobre o que se consome nas redes pode ser malvisto ou ignorado. Hoje &#8220;percebemos a realidade quase que exclusivamente por meio da tela digital. A realidade \u00e9, agora, apenas uma se\u00e7\u00e3o na tela. No smartphone, a realidade \u00e9 t\u00e3o reduzida que suas impress\u00f5es n\u00e3o cont\u00eam mais um momento de choque&#8221; (Han, 2023, p. 95). Sem o momento de choque, a reflex\u00e3o diminui. Por consequ\u00eancia, os sujeitos ficam vulner\u00e1veis \u00e0s ideias esquisitas e perigosas. A distra\u00e7\u00e3o vendida a granel facilita o trabalho daquela ral\u00e9 angustiada pelas poss\u00edveis mudan\u00e7as do mundo. A internet se transforma em um \u00f3timo meio para comunicar a outros sobre os perigos do &#8220;novo mundo&#8221;, al\u00e9m de ser um \u00f3timo caminho para vender a imagem de supostos her\u00f3is que lutar\u00e3o pela manuten\u00e7\u00e3o daquilo que acreditam ser o certo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Conhecimento pode assustar em um primeiro momento, mas ele lan\u00e7a luz sobre \u00e1reas obscuras da vida. O indiv\u00edduo pode achar arriscado perder sua no\u00e7\u00e3o de pertencimento, e isso pode lev\u00e1-lo a atacar ou a se esconder; ele pode, inclusive, fugir. Mas \u00e9 no smartphone que o sujeito encontra um lugar seguro para preservar suas cren\u00e7as, j\u00e1 que esse aparelho &#8220;nos protege da realidade de forma maximamente eficaz, na medida em que remove completamente o <em>olhar <\/em>que o <em>outro<\/em> apresenta&#8221; (Han, 2023, p. 96). Talvez a possibilidade de reflex\u00e3o se d\u00ea apenas no mundo real, na confronta\u00e7\u00e3o com aquilo que est\u00e1 diante e ao redor de n\u00f3s, e n\u00e3o atr\u00e1s de uma tela. Observar a realidade circundante, se libertar das telas, poder\u00e1 expandir nossa vis\u00e3o para al\u00e9m de n\u00f3s mesmos, nos permitindo conhecer e ver o outro, que \u00e9 semelhantemente diferente, e diferentemente semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Admitir que sua cren\u00e7a est\u00e1 possivelmente equivocada, ou mesmo completamente errada diante da realidade dos fatos, pode ser bem doloroso. \u00c9 preciso coragem, prud\u00eancia, humildade e honestidade para consigo mesmo para fazer tal coisa. Cabe dizer que isso n\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o instintiva, j\u00e1 que tendemos a proteger o que acreditamos sem pensar muito. Da\u00ed a necessidade de cont\u00ednua reflex\u00e3o e de mente desacelerada. E isso \u00e9 um desafio constante.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"> <strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">ARENDT, Hannah. <strong>Origens do totalitarismo<\/strong>: antissemitismo, imperialismo, totalitarismo. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2012.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">HAN, Byung-Chul.\u202f<strong>A Crise da narra\u00e7\u00e3o<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">KAHNEMAN, Daniel.\u202f<strong>R\u00e1pido e devagar<\/strong>: duas formas de pensar. [S.L]: Objetiva, 2012.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">LEWANDOWSKY, Stephan; COOK, John. <strong>O Manual das teorias da conspira\u00e7\u00e3o<\/strong>. [S.L]: Center For Climate Change Communication, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/biotech\/wp-content\/uploads\/sites\/265\/2021\/05\/Guia-Teorias-da-Conspiracao.pdf. Acesso em: 05 maio. 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">NEUMANN, Franz. Ang\u00fastia e Pol\u00edtica. In. <em>Disson\u00e2ncia: Teoria Cr\u00edtica e Psican\u00e1lise<\/em>,&nbsp;<br>Campinas, n. 01, p. 104-154, 1\u00ba Sem 2017.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conhecimento \u00e9 o terror que a Ignor\u00e2ncia oculta em suas densas e escuras \u00e1guas. Isso, ao menos, para aqueles que t\u00eam medo de conhecer. De fato, o Conhecimento pode estremecer as bases de nossas cren\u00e7as mais fundamentais, nos levando a perder, um pouco, a nossa percep\u00e7\u00e3o de Eu. 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