13 – Equilíbrio e Bom Senso

“[…] O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus” (1ª Coríntios, 8. 1-2).

“Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou” (Romanos, 14. 3).

“Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o SENHOR e evite o mal” (Provérbios, 3. 7).

Que coisa feia é o comportamento de alguns crentes na internet! Quando todos querem ter razão, a paz foge pela janela e ninguém mais se entende. O apóstolo Paulo já dizia o seguinte: “Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer” (1ª Coríntios, 1. 10).

Acho que não preciso entrar no mérito da música problemática da primeira semana de fevereiro de 2026. Muita explicação e muita confusão. No entanto, é necessário colocar que alguns dos defensores da tal música, agem, aparentemente, com certa arrogância ao sugerir que alguns evangélicos são iletrados, ou que são, simplesmente, racistas e preconceituosos com relação à cultura brasileira, preferindo músicas anglo-saxãs. Falta pouco para alguém soltar: “Pobre crente burro e colonizado… “.

Não é surpresa que existe gente racista e preconceituosa aos montes no meio evangélico, mas o fato de muitos terem se incomodado com a tal da música não torna todos dignos de tais pecados. Deve-se ter prudência e cuidado na hora de argumentar na defesa daquilo que se gosta.

De igual modo, quem achou a música problemática não deve sair por aí condenando seus autores e quem curte tal trabalho. Tanto os autores, quanto o povo que gostou da música, já explicaram e expuseram o tema e a interpretação da obra. Ta aí para quem quiser ler ou ouvir. Devemos lembrar que o evangelho permite pluralidade de manifestações culturais, pois a Salvação que Cristo nos deu é para todos, sem distinção de cor, gênero, classe ou povo.

Porém, faço uma crítica, não a letra ou ao estilo da música, mas sim, sobre a falta de cuidado. Aparentemente houve uma extrapolação de limites ao não considerar a possibilidade de que muitos irmãos e irmãs não compreenderiam a letra. “Se o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não está agindo por amor. Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo morreu. Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência” (Romanos, 14. 15-16). De mesma forma, para aqueles que, porventura, julgam os autores e as pessoas que gostam da música: “Quem é você para julgar o servo alheio? É para seu senhor que ele está em pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar” (Romanos, 14. 4).

Devemos ter em mente que nenhum de nós, cristãos, vivemos para nós mesmos “[…] quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor. Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos. Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. […] cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Romanos, 14. 8-12).

Que possamos viver em paz uns com os outros, sem discussões tolas que não levam a lugar nenhum. Que nossa liberdade não seja pedra de tropeço para ninguém, e que a paz de Cristo seja o nosso juiz em nossos corações.

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